sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Thor: Ragnarok vale a pena

Apesar de estar saturada de filmes com super-heróis, fui à antestreia de Thor: Ragnarok, realizado pelo para mim desconhecido Taika Waititi. Thor é daqueles filmes que nunca me cativou e sempre pensei que fosse por ter demasiada fantasia. Até que vi Doctor Strange e percebi que o problema não era a temática, mas o género.

Isso ficou resolvido em Thor: Ragnarok, que agora abraça a comédia e se transforma num filme muito mais apetecível para mim. A comédia é um género delicado. Quando o filme começou pensei que ia correr mal e que estava prestes a assistir a um desfile de humor fácil, como muitos filmes de acção agora fazem. No entanto, à medida que o enredo avançou, o lado de comédia tornou a estória mais fácil de engolir.

Nos dois filmes anteriores tinha pensado que se os momentos engraçados fossem mais prolongados e frequentes, o enredo seria mais interessante e menos absurdo e aqui tive a confirmação. Houve momentos hilariantes, daqueles de soltar uma lágrima de tanto rir, e nem a quantidade de personagens destronou o papel da comédia. Foi, aliás, muito mais fácil acompanhar cada personagem, até as secundárias, graças ao seu tipo de humor.

O enredo continua um pouco absurdo para mim, ao contrário de outros filmes da Marvel, que apesar de serem fantasiosos, conseguem manter algum sentido e incluir cenas plausíveis dentro do cenário. Por vezes custa-me entrar naquele mundo feito de outros mundos e seguir aquilo a que se chama MacGuffin, o ponto que motiva a acção, mas em Thor a jornada é agora mais agradável. O realizador apurou as motivações de cada personagem, deu-lhes nova vida (nunca gostei do Hulk até este filme), e conseguiu enriquecer todo o cenário, de tal forma que mais de duas horas de filme passaram num ápice, porque muito desse tempo foi passado a rir.

Este Thor vale a pena porque mostra o seu lado de entretenimento cinematográfico. O meu lado feminista também ficou contente com o filme. Mais não digo.

Vanessa

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