segunda-feira, 7 de março de 2016

Chouriço goês à moda da família Sena

O chouriço goês sempre foi uma das principais lembranças que quem vinha visitar Goa trazia quando regressava a Portugal. Em qualquer ocasião especial na casa Sena de Sousa em Portugal havia pelo menos um prato de origem goesa e muitas vezes o chouriço, trazido por alguém que tinha vindo a Goa, fazia parte do menu. É costumeiro que o gelo dos congeladores dos goeses fique vermelho  e aromático devido aos temperos do chouriço. O nosso ficava e eu lembro-me desse aroma penetrar lentamente em todos os alimentos que púnhamos no congelador se o chouriço não fosse bem acondicionado. Às vezes nem o gelado escapava.

O chouriço goês faz lembrar o português, mas apenas vagamente, porque uma pessoa saboreia os temperos e até se esquece de que terra é. O chouriço feito cá em casa é especialmente saboroso, claro, e eu tive o privilégio de acompanhar o processo. Um dia saí do quarto e senti, bem forte nas narinas, o aroma do chouriço. É avinagrado e especiaria-rizado como só os goeses conhecem e sabem fazer.

Fica o registo fotográfico.







Os chouriços ficam a secar ao sol (neste caso, ao lado de cocos destinados a fazer óleo).

São cozinhados de formas diversas. A forma típica cá de casa e em Portugal é fazer um refogado de cebola e deixar o chouriço cozer até libertar as especiarias para a água, e depois servi-lo com ovo cozido e arroz (neste caso, arroz pulao). Para os amigos portugueses, a resposta à pergunta que com certeza vos vai passar pela cabeça: sim, é picante. Mas é também delicioso.

Vanessa

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