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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Há um ano

Passei o dia de 25 de Maio de 2016 a atravessar o tempo e o espaço para regressar a casa depois de ter estado em casa. Goa foi uma aventura de quase seis meses que terminou quando aterrei em Portugal a 25 de Maio de 2016, num dia que se prolongou pelo longo mergulho no fuso horário do qual acho que ainda estou a recuperar. Nada mudou deste esse dia até hoje excepto eu. Não faço mais do que fazia mais sei mais do que sabia.

Vanessa

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Coisas que o meu (novo) telemóvel viu | Palácio Nacional de Belém

Tudo em HDR (High Dinamic Range) e com um pequeno ajuste no contraste, no auto nível e na iluminação como é habitual. Todas tiradas enquanto o povo dava em louco a tirar fotos com o Presidente Marcelo.

Para comparar com as fotos que o telemóvel antigo (Sony Ericsson Xperia) tirava:

Vanessa

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Equilíbrio

Domingo atrasei-me para a apresentação do último livro de Ricardo Araújo Pereira, A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar, por causa de calhaus. O que se passa comigo e os calhaus deste mundo não sei. Quando cheguei à Fnac, já a sala estava cheia e o Ricardo Araújo Pereira estava mesmo a começar a falar. 

O que achei engraçado foi que depois da dispersão, muitos dos presentes e o próprio Ricardo Araújo Pereira começaram a fazer aquilo que se faz na secção dos livros da Fnac. Ver livros, revirar livros, ler sinopses e primeiros parágrafos e essas coisas literaturescas. Ninguém o abordou, que eu visse, fora da sala.

Há um certo equilíbrio nas pessoas que lêem, como o há nos calhaus que um senhor costuma empilhar na Ribeira das Naus em Lisboa, equilíbrio esse que não vejo nos não leitores. Nota-se na postura, no discurso e nas acções. O que não quer dizer que quem não lê é desequilibrado ou inferior. São diferentes e compõem a maioria das pessoas do mundo, tenho quase a certeza. Por causa disso, o equilíbrio dos leitores é mais notório.

É um equilíbrio diferente, o dos leitores e o dos não leitores. Equilíbrio ou equilibrismo.

Percebi também que o humor me sabe melhor quando é escrito. Fica apurado. Chega a ser mais interactivo. É mais equilibrado, mesmo que fale de aspectos da vida como doença, sofrimento e morte.

Há equilíbrio numa vida desde que haja piada em sítios imprevisíveis. 

Vanessa

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Penne com cogumelos e natas

Cozer massa, neste caso penne (pode ser qualquer tipo de massa). À parte refogar cebola e alho picados (primeiro a cebola, depois o alho quando a cebola estiver translúcida) em manteiga ou azeite, juntar cogumelos de boa qualidade (shiitake neste caso) até ficarem cozinhados a gosto, temperar com sal e pimenta, atirar umas ervas e condimentos a gosto (cebolinho, cominhos e noz-moscada aqui). Juntar natas, deixar reduzir um pouco e acertar o tempero. Um ovo batido não fica aqui mal. Juntar a massa e envolver. Está pronto a servir.

Fica bom com legumes variados, carne ou peixe, enchidos. Em alternativa, cozer a massa, refogar alho e juntar a massa. No final pode-se acrescentar queijo (neste caso mozarela). Simples, mas saboroso.


Vanessa

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Minha nossa senhora, que pedra filosofal

Digam-me cá o que vêem vocês na fotografia:

Agora noutro ângulo e com zoom:

Eu acho que este pedaço de rocha é um milagre, porque ali está uma daquelas imagens medievais de Nossa Senhora com o menino Jesus, tipo aqueles vitrais ou quadros em que se achava normal desenhar o menino Jesus com feições de homem feito. Mas confesso que vejo mais Nossa Senhora do que o menino. Foi instantâneo. Assim que olhei para o calhau vi Maria. Mais milagre é porque sou assim para o ateia.

Ver imagens de faces, corpos, animais e etc. onde eles não existem na realidade chama-se pareidolia e eu sofro disso. Excepto que as pessoas com quem estava concordaram que de facto parece estar ali uma imagem religiosa, por isso não sou a única. Se fosse uma torrada, eu nem ligava ao assunto, porque disso já existe e foi um sucesso. Aliás, Jesus farta-se de aparecer em tudo quanto é comida, como mostra aqui o Buzzfeed.

Mas isto é inédito, porque claramente, com os meus olhos de pareidolia, esta é uma imagem medieval da Virgem Maria. Minha nossa senhora. Há aqui toda uma simbologia disposta à filosofagem. 

Estamos no terceiro calhau a contar do sol. Estamos na terra onde se come muito ba-calhau e onde há o ditado da água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Há aquele dito bíblico do "quem nunca pecou que atire a primeira pedra". Depois também se diz que pessoas que alucinam estão pedradas. Todo este post é uma pedrada no charco, na verdade. Mas esta é uma verdadeira pedra filosofal, a J. K. Rowling que me desculpe.

Alguém que escreva agora uma coisa coerente com isto tudo.

Vanessa

Haja o couver

Ode às couves-de-bruxelas. Adoro couves-de-bruxelas. Tenho pena de quem não gosta. Fim.

Vanessa

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Recomendações | The B Temple, Chiado, Lisboa

Ali nas caves da Basílica de Nossa Senhora dos Mártires há um restaurante aconchegante chamado The B Temple. A decoração meio rústica, meio industrial é acolhedora, a comida deliciosa e o serviço excelente. 

Há por ali prateleiras com livros e citações inspiradoras espalhadas pelas paredes e mesas, e até na casa-de-banho. Por falar nisso, a casa-de-banho das mulheres está equipada com um simpático kit com pensos higiénicos e tampões (gratuitos) para alguma emergência, o que achei super inovador e simpático. 

Por falar em simpático, o The B Temple é um daqueles restaurantes onde os funcionários são cordiais e perguntam se está tudo bem com o lugar que escolhemos (queixá-mo-nos do calor e foram logo resolver o assunto) e com o pedido, e depois perguntam se estamos a gostar da refeição. Assim se distinguem os restaurantes. Há aqueles que despacham as pessoas e há aqueles onde nos fazem sentir em casa.

Quanto à protagonista, a carne, sempre Black Angus excepto na opção vegetariana, melhor não podia ser. Só se fosse de borla. É deliciosa. Os preços vão dos 6,80 euros aos 9,90 euros e o menu detalha as gramas de carne em cada opção. Há hambúrgueres e pregos em pão de brioche ou bolo do caco. A opção vegetariana é feita de grão de bico. O único senão é o acompanhamento ser à parte. Ainda assim, voltava lá ainda hoje.

Há ainda uma carta só de bebidas e sobremesas, coisas que terei de provar numa próxima. Qualquer coisa, visitem a página de Facebook do The B Temple. Há por ali mais fotos do que estas:


Nas fotos: um hambúrguer vegetariano, batata doce frita e um prego em bolo do caco.

Vanessa

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Ora vamos lá transformar isto num blogue de lifestyle com uma sopa de abóbora e fotos de comida

Se há coisa que nunca procurei na internet foi receitas de sopa. Para mim sopa é misturar num tacho uns legumes a gosto, com sal, água e azeite, e passá-los até ficarem puré. O truque está na quantidade de cebola e alho, e quem sabe algumas ervas aromáticas e condimentos, e em não usar cubos de caldo.

Quando chega o Outono, o que me apetece é pôr abóbora em tudo, por isso comemorei o tempo frio aqui há dias com uma sopa de abóbora. Certa vez vi o Jamie Oliver fazer uma sopa com um aspecto tão bom que jurei que um dia ia experimentar. Mas aquilo dava uma trabalheira. Era de abóbora, mas os ingredientes iam primeiro ao forno antes de irem para o tacho. Ninguém tem tempo para isso, não é verdade?

Esta sopa que fiz leva abóbora-menina, aquela não nos desloca o ombro quando a levamos para casa depois das compras, batata, cebola, bastante alho e um pimento amarelo que estava a murchar no frigorífico. Foi tudo refogado com azeite, antes de levar com um banho de água fria para cozer, e depois passado.

Servi com pevides de abóbora tostadas (mais uma vez tive preguiça de usar o forno, por isso usei uma frigideira), uma bruschetta aldrabada, com tomate, pimentos, manteiga de alho, queijo mozarela, jalapeño em conserva e óregãos (leva-se aquilo a tostar e como o forno estava muito bem quieto, usei o grill do microondas) e uns rolinhos feitos com tortilhas de trigo, presunto, queijo e folhas de espinafre, tudo tostado também.

Basta-me agora incluir umas fotos para isto ser oficialmente um blogue de lifestyle, não é?


Vanessa

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Pop Galo de Joana Vasconcelos em Lisboa

A escultura Pop Galo de Joana Vasconcelos está na Ribeira das Naus, em Lisboa, até ao final de Novembro, com os seus imponentes 10 metros de altura e 3,7 toneladas de peso, 17 mil azulejos da Fábrica Viúva Lamego e 16 mil lâmpadas LED, assim como uma função interactiva através de QR Code, que permite mudar a cor das luzes e a música. Eu vi o galo de dia, mas não deixa de ser uma obra brilhante, quando se lhe bate o sol nos azulejos.


Vanessa

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Lisboando pelo Elevador de Santa Justa, Museu Arqueológico Do Carmo e ruelas

Lisboa consegue ser caótica e descontraída, peculiar e simples, ziguezagueante e geométrica. É assim um bocadinho de tudo ao mesmo tempo. O que mais gosto de Lisboa é que se deixa fotografar, mas depois quando se revela na fotografia parece um quadro pitoresco, com uma mistura de cubismo e impressionismo e fauvismo. É assim um bocadinho de tudo ao mesmo tempo. Ora vejam se assim não é:

Mais fotografias de Lisboa:

Vanessa